Esta semana é o meu aniversário e o meu querido decidiu oferecer-me uns óculos de sol, que tanta falta me fazem (desde que escorreguei e cai com os outros óculos). Quando queremos variedade e um serviço respeitável vamos ao El Corte Inglés, que (julgamos que) ainda são do tempo em que "o cliente tem sempre razão" e normalmente saimos de lá satisfeitos. Desta vez não podiam ter dado uma pior imagem. Vi uns óculos que gostei bastante, experimentei-os e pagámos. Quando peguei neles reparei que a lente tinha uns riscos. Comentei à rapariga que nos atendeu e, efectivamente, os riscos estavam lá mas (sempre há um mas), não tinha mais nenhuns desse modelo. Conveceu-nos a levar os óculos porque ia pedir outros a outra loja e ficava o assunto resolvido. Cinco dias depois ligaram-nos para avisar que já tinham os óculos na loja, que podiamos passar por lá para ir buscá-los. Ontem lá pegámos no carrinho para fazer 60km até ao El Corte Inglés para encontrar outros óculos com um risco ainda maior. Acabei por decidir devolvê-los para não andar a pedir óculos que ninguém tem o cuidado de verificar antes de fazer-me perder tempo para ir buscá-los. Não sei se foi pelos kilómetros que fizemos, pelo tempo perdido ou pela falta de profissionalismo, mas ontem ficámos realmente chateados. Acabas por pensar que hoje em dia, o que importa são os números e não a atenção ao cliente. Ficou para trás o serviço bem prestado em prol de números e de facturação. Isto é o resultado da crise ou do consumismo dos últimos anos?
Em que momento deixei de trabalhar para viver,para viver para trabalhar?
Julgo que foi quando decidi onde queria chegar no futuro e quais eram os meus objetivos. Sabia qual era o caminho a percorrer e as implicações que trazia. Tinha a certeza que ia ser um caminho longo e complicado, nada conseguido a curto prazo, nenhum benefício imediato. Agora que já passou quase um ano desde que subi de posto, a conclusão que tiro da minha vida actual é que me dedico mais ao trabalho que a mim mesma, para um negócio que nem sequer é meu. Se calhar não era (ou não quis ser) realmente consciente do caminho que tinha que percorrer. Não vai ser fácil tudo o que ainda tenho pela frente mais sou uma pessoa com força de vontade, desistir não faz parte do meu vocabulário e as perspectivas de futuro são boas. Agora é só ser paciente, ganhar forças e acordar cada manhã a pensar que estou mais perto da minha meta. E quando chegar a casa vou ter a certeza que fiz o que estava ao meu alcance para dar a mim e aos meus o melhor que puder.
Confesso que estou um pouco apreensiva por ter que trabalhar amanhã. Às vezes quando voltas ao trabalho depois da tua folga parece que estás a ser castigada por isso, trabalhas o dobro.
É capaz de ser fruto da incapacidade de um par de inutéis de fazer o seu trabalho na tua ausência...
Hoje vi uma reportagem sobre o Justin Bieber. Parece este rapazinho move massas, sobretudo na faixa etária entre os 15 e os 17 anos, é capaz de facturar milhões e de pôr todas as meninas a arrancar os cabelos e a gritar como umas desalmadas.
Visto lo visto, afinal não é a minha geração a tão chamada " geração perdida"...
Há uns dias atrás (para não dizer meses) a minha queridíssima amiga Maria perguntou-me se este blog morreu. Não amigos, não pensem que o blog morreu, está só a fazer uma pequena (cof cof) pausa. Haja quem descanse, porque aqui a Je não pára nem um minutinho....